A potência e a dor de um murro só é sentida alguns segundos depois do impacto,
esses poucos segundos são de espera, de ansiedade, de dúvidas. Isso claro, pra quem está de fora olhando.
Ninguém sabe como é a dor que cada um de nós passa, mas isso não quer dizer que eles não podem dizer nada, fazer nada. Existe uma coisa chamada percepção, as pessoas podem sentir, ou pelo menos chegar o mais próximo possível dessa dor, por incrível que pareça.
Nós queremos sempre ser os que tem as piores dores e paradoxalmente, queremos ser os seres mais felizes, queremos dar conselhos, mas nunca receber e por em prática. Queremos ser ajudados, mas nunca ajudar.
Não busco a superioridade, busco apenas a sabedoria, quero me fazer forte para poder ajudar, quero me fazer sábio para poder libertar as pessoas que sofrem, quero ser forte para suportar a dor das pessoas nas minhas costas.
"Há algumas escolhas na vida que abrangem a todos nós, temos que escolher entre viver racionalmente, centrados, lutando contra nossas angústias e nossos problemas mas sempre com a cabeça no lugar, cativando as pessoas e seus sentimentos, os ajudando a se libertarem, ou podemos viver como loucos, atirando para qualquer lugar, tentando nos esconder da verdadeira vida nos jogando atrás de várias ilusões que a princípio são muito confortantes, as que se atrevem a escolher viver racionalmente, essas são as pessoas de verdade, são as que nos lembraremos, as que serão lembradas na hora de uma dor, na hora da alegria, na hora em que tudo parecer triste, aquela pessoa que não tirava o sorriso do rosto, que por muitas vezes fora tachada de idiota, irresponsável, agora é querida por todos, querem ao menos mais uma vez poder compartilhar daquilo riso que parecia infinito".
(Joás Bezerra)
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